terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu, que antes tinha tantos planos, não os faço mais.
Eu, que tinha tantos sonhos, deixei muitos pra trás.
Eu, que sorria ao pensar em você, não movo meus lábios.
Eu, que refletia a vida no olhar, derramo solidão.
Algo morreu dentro de mim naquela noite.
E me pergunto se esse incomodo é a esperança tentando renascer ou a tristeza insistindo em viver.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cura

O coração chora baixinho pra não chamar a atenção e conseguir se esconder atrás de um sorriso vazio. A saudade aperta, mas você não liga mais. Já sente isso há tanto tempo, não é mesmo?
Pede pra dor ir embora e te deixar dormir, mas ela não vai. Ela nunca foi. 
Então você se acostuma, respira fundo e, em uma noite de lua cheia, a convida para dançar. Vocês dançam  a valsa, esperam na Lanterna dos Afogados e pedem mais uma Saideira. Apreciam o aroma da Flor de Lis e gritam aos céus o quanto não querem dinheiro, apenas amar. 
E é quando vocês declaram que só enquanto você respirar, vai se lembrar, que finalmente o coração fica leve. “In the name of Love”, você sussura com os olhos fechados. 
E aquela dor, sempre tão sábia, te diz “Isso, meu anjo, se chama cura.”

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Uma noite

Um olhar que matou meus pulmões, 
Um colar de corpos que matou minhas palavras,
Um selar de lábios que matou meu coração.
Tudo o que comigo era tão irreal, 
Concretizado em uma noite,
No meio da multidão, 
Com uma garota qualquer. 
Todos os sonhos e desejos escorreram pelo meu rosto durante aquela noite somados à dor.
Não há mais nada. Só pedaços de uma esperança falecida.