terça-feira, 28 de novembro de 2017

Solidão

Eu sou poço fundo de tristeza
Todas se foram, uma a uma
Notei a constância do vazio
No fim, sou apenas eu.

Eu olho o orizonte e te procuro
Tão longe, tão distante
Olho para o Céu e peço, com todas as forças
"Não me deixe viver a vida sem o brilho dos olhos dela"

A dor preenche meu ser
O que sou?
Quem sou?
A vida já perde a clareza.

Por que viver assim?
Qual o sentido do sentir?
Existe um objetivo nisso tudo?
Ou será a vida apenas um sopro?

Eu não quero viver.
Estou cansada desses sentimentos,
Cansada de tanta intensidade que me fere
Dia após dia.

Todas sempre se vão.
Que assim seja então.
Em meu vazio, plena sou.