segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cura

O coração chora baixinho pra não chamar a atenção e conseguir se esconder atrás de um sorriso vazio. A saudade aperta, mas você não liga mais. Já sente isso há tanto tempo, não é mesmo?
Pede pra dor ir embora e te deixar dormir, mas ela não vai. Ela nunca foi. 
Então você se acostuma, respira fundo e, em uma noite de lua cheia, a convida para dançar. Vocês dançam  a valsa, esperam na Lanterna dos Afogados e pedem mais uma Saideira. Apreciam o aroma da Flor de Lis e gritam aos céus o quanto não querem dinheiro, apenas amar. 
E é quando vocês declaram que só enquanto você respirar, vai se lembrar, que finalmente o coração fica leve. “In the name of Love”, você sussura com os olhos fechados. 
E aquela dor, sempre tão sábia, te diz “Isso, meu anjo, se chama cura.”

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Uma noite

Um olhar que matou meus pulmões, 
Um colar de corpos que matou minhas palavras,
Um selar de lábios que matou meu coração.
Tudo o que comigo era tão irreal, 
Concretizado em uma noite,
No meio da multidão, 
Com uma garota qualquer. 
Todos os sonhos e desejos escorreram pelo meu rosto durante aquela noite somados à dor.
Não há mais nada. Só pedaços de uma esperança falecida.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Mar de cinza


Olho para os lados e não te vejo.
Estou sozinha nesse lugar frio e deserto.
Não há cores aqui, apenas no meu peito,
Aquele vermelho intenso que pulsa a cada vez que penso em você. 
Não há nada aqui. Não há ninguém. 
Só minhas lágrimas na solidão de um mar de cinza.

domingo, 6 de julho de 2014

Certeza incerta

A gente foi vivendo, convivendo, aprendendo e acabamos por amar. Eu não esperava por isso também, acredite. O sentimento foi tomando conta, invadindo mais a cada sorriso teu, me fazendo vacilar a cada toque, a cada olhar.

Eu encontrei em você a minha paz. É o teu calor que aquece minha alma quando eu sinto o mundo desabar sob meus pés e é a vontade de te ter nos braços que preenche meus dias.

E enquanto a gente vive nessa certeza incerta, nesse seu “nunca” que reflete o meu “sempre”, o meu vício por você aumenta, vício esse que me faz pedir aos Céus que tornem eterno o momento em que posso ter teu corpo colado ao meu, teus olhos nos meus, tua boca na minha. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Para o meu silêncio morrer gritando toda a dor de não te ter aqui,
Para que o meu peito se resuma a brasas após provar o beijo teu,
Para que a saudade se faça presente quando eu não estiver perto,
Para que as lembranças contidas no ar preencham meus pulmões,
Para que os sonhos embalem nossas noites nos arrancando sorrisos e lágrimas a cada manhã,
Para que a vida nos mostre que o impossível é mais possível do que se julga ser.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O Samba da Meia-Noite

Nas noites de insônia, o choro veio.
Tentei por um fim e foi em vão.
Aquele fim não era o nosso,
Mas o adotamos como um último refúgio,
Como a única salvação.
E aquele medo ainda me assombra,
Me chamando pra dançar o Samba da Meia-Noite.