segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A força da alma

A vida era bagunçada
Eu vivia na eterna jogada
De desejar e conquistar
Aquilo que o corpo pedia
Mas a alma relutava em aceitar.

O coração era machucado
Pedia por um pouco de paz
Mas a carne era mais forte
E o coração tornava a calar.

Até que um dia conheci
Quem iria imaginar?
Aquela que me domou o corpo
E o coração conseguiu conquistar.

A alma ficou encantada
Se alegrou e começou a dançar
Ganhou mais vida e liberdade
Quando finalmente aprendeu a amar.

O coração, apaixonado,
Se pôs a compor
Os mais lindos versos
Para o seu primeiro amor.

O corpo, enfim domado,
Aprendeu a mais bela lição
Que paciência é uma virtude
E que acima de tudo
Está a compreensão.

Os três então, finalmente unidos
Buscam apenas um fator
Amar Gabriella com todo carinho,
Respeitá-la e honrá-la
Na alegria e na dor.

Pois sabem que naquele sorriso tão belo
No olhar mais sincero
E no beijo mais doce
Encontraram a resposta:

Que a força da alma é o amor.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Posso?

Posso te abraçar?
Me aproximar pelas suas costas, passar meus braços ao seu redor e roçar de leve a sua nuca...
Posso te tocar?
Passar as pontas dos dedos suavemente pela sua pele, sentir seu cheiro e ver você arrepiar com o roçar dos meus lábios no seu pescoço, suave, devagar...
Posso te beijar?
Tocar seus lábios com os meus, prendê-los, mordê-los, provar o gosto da sua boca, enroscar minha língua na tua, sentir teu corpo colado ao meu...
Posso te ver?
Descer minhas mãos pelo seu corpo, livrar-te do tecido que a impede de ser você...
Posso te sentir?
Penetrar no calor do teu corpo, sentir seu prazer jorrar através do líquido quente...
Posso te amar?
Envolver seu corpo extasiado com todo o amor que guardei em meu peito somente pra você...
Posso ficar?
Te fazer dormir no mais profundo sono para que logo pela manhã você possa acordar e ter a certeza de que você me basta e mais ninguém.



Minha paz

Você chegou de mansinho, sem fazer barulho ou anunciar
Conheceu minha casa arrumada, minha roupa mal passada e minha mente cheia de nó
Se encantou com o meu cabelo, o meu perfume e a minha voz
Odiou todo o meu drama, negou a minha cama e se assustou com o meu tesão

Me ensinou a beber breja, a entender música sertaneja e a gostar de dormir no chão
Me instigou a aprender, me inspirou a escrever e a mudar o mundo
Gostou do meu cabelo bagunçado, do abraço apertado e das minhas gírias de vó
Brigou pela minha desatenção, pediu compreensão e começou a acreditar

Soube do meu pior segredo, do meu maior medo e me viu chorar
Prometeu me proteger, me levou pra comer e não me deixou só
Derrubou o meu sofá, me chamou pra jantar e me amou em cada segundo
Me tirou para dançar, me ouviu cantar e ganhou meu coração

Me enlouqueceu no sexo, me fez entender o nexo entre corpo e emoção
Me despiu das minhas verdades, das certezas e fragilidades
Provou cada parte do meu corpo, tomou pra si e me fez arrepiar
Despertou meu sorriso mais bobo, a alegria mais sincera e se tornou a minha paz.

sábado, 23 de maio de 2015

Crazy In Love

“I look and stare so deep in your eyes
I touch on you more and more every time
When you leave I’m begging you not to go
Call your name two, three times in a row
Such a funny thing for me to try to explain
How I’m feeling and my pride is the one to blame
Yeah, I still don’t understand
Just how your love could do what no one else can

Got me looking so crazy right now
Your touch got me look so crazy right now
Hoping you’ll save me right now”


-  Beyoncé

A regra da Dor


Ela partiu e levou consigo o melhor de mim. 
Ando pelos dias arrastados tentando calar a razão ingrata que me diz pra ir viver uma noitada.
E toda noite eu ainda procuro seu cheiro no meu travesseiro, sabendo que esta será sempre uma busca vã.
O buraco em forma de coração que se encontra em meu peito é preenchido pelo vento gélido que me transpassa. 
Bebo todos os dias tentando afogar essa saudade que grita no que restou de mim. 
A culpa foi minha, eu sei. 
Mas será que algum dia houve a chance, mesmo que remota, de você ser minha? 
Fui tola e alimentei essa esperança. 
Dediquei tudo o que havia de mais sincero em meu peito a te fazer feliz e, mesmo assim, não fui capaz.
Diz a música que "quando a boca cala, o corpo quer falar" e o meu me diz todos os dias que eu pertenço a você. 
Meu olhar se perde, inerte, em tempos que não me preocupo em contar. 
Sussurro seu nome como se fosse possível você ouvir-me, como se fosse possível você saber o quanto dói me afastar.
Se quem se entregou de corpo e alma fui somente eu, então que eu sofra o que tiver que sofrer.
Que eu siga a dor e sua regra imutável de que deve ser sentida.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Eu te amo

Seus olhos fixos em mim complementam as palavras que seus lábios já repetiram tantas vezes.

                                                “Fala alguma coisa”                                                      

Três palavras que tantas vezes eu insisto em frustrar com o meu silêncio.

O ar Glacial se instala entre nós, mas aqui dentro há somente fogo contido em palavras, confusão e cicatrizes que ainda se fecham.

É no silêncio que o coração e a alma falam o que minha voz tem falhado em pronunciar,

É nele que as lágrimas insistem em percorrer o meu rosto e molhar o travesseiro.

Abandone as suas palavras, deite em meus braços, feche os olhos e sinta.

Ouça atentamente as batidas do meu coração enquanto o ar entra e sai dos meus pulmões, ouça aquilo que ninguém tem se atentado a ouvir e você vai ouvir as minhas três palavras.

“Eu te amo”

Suspiros

O verde dos seus olhos deixam transparecer a indignação e a frustração enquanto tento manter a serenidade nos meus.

Você insiste em gritar em uma última tentativa de me fazer mudar de ideia, mas nada muda.

As ideologias estão fixadas em minha mente e depois de muito tempo, o próprio coração as aceitou.

Aquelas suas palavras já repetidas tantas vezes ainda ecoam no ar, fazendo meu peito doer.

Você não entende, eu sei.

 O medo de me ver sofrer ou longe de você te aflige.

Repito aquelas minhas mesmas palavras novamente, mas sei que são em vão.

Somos tão diferentes...

O modo como escolhemos viver divergem e isso incomoda.

Eu escolhi a intensidade e você, diversidade.

Não te culpo. Mesmo.

 Mentiram pra você e te machucaram tanto que acredito que eu mesma teria seguido esse caminho, se estivesse em seu lugar.

Agora, há apenas o silêncio e uma Era Glacial entre nós.

Dói te ver assim, sabe? Ambas estamos cansadas demais.

Já passamos por tanta coisa...

E só se ouve o som de suspiros no ar.