terça-feira, 8 de julho de 2014

Mar de cinza


Olho para os lados e não te vejo.
Estou sozinha nesse lugar frio e deserto.
Não há cores aqui, apenas no meu peito,
Aquele vermelho intenso que pulsa a cada vez que penso em você. 
Não há nada aqui. Não há ninguém. 
Só minhas lágrimas na solidão de um mar de cinza.

domingo, 6 de julho de 2014

Certeza incerta

A gente foi vivendo, convivendo, aprendendo e acabamos por amar. Eu não esperava por isso também, acredite. O sentimento foi tomando conta, invadindo mais a cada sorriso teu, me fazendo vacilar a cada toque, a cada olhar.

Eu encontrei em você a minha paz. É o teu calor que aquece minha alma quando eu sinto o mundo desabar sob meus pés e é a vontade de te ter nos braços que preenche meus dias.

E enquanto a gente vive nessa certeza incerta, nesse seu “nunca” que reflete o meu “sempre”, o meu vício por você aumenta, vício esse que me faz pedir aos Céus que tornem eterno o momento em que posso ter teu corpo colado ao meu, teus olhos nos meus, tua boca na minha. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Para o meu silêncio morrer gritando toda a dor de não te ter aqui,
Para que o meu peito se resuma a brasas após provar o beijo teu,
Para que a saudade se faça presente quando eu não estiver perto,
Para que as lembranças contidas no ar preencham meus pulmões,
Para que os sonhos embalem nossas noites nos arrancando sorrisos e lágrimas a cada manhã,
Para que a vida nos mostre que o impossível é mais possível do que se julga ser.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O Samba da Meia-Noite

Nas noites de insônia, o choro veio.
Tentei por um fim e foi em vão.
Aquele fim não era o nosso,
Mas o adotamos como um último refúgio,
Como a única salvação.
E aquele medo ainda me assombra,
Me chamando pra dançar o Samba da Meia-Noite.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Deixe raiar

Por favor, não olhe para mim com esses olhos tristes. Não é culpa sua, não entende? A culpa é minha por ter acreditado que conseguiria não te machucar, que conseguiria lidar sem sentir, que conseguiria não te fazer chorar.
É que não restou nada aqui dentro, sabe. O que antes foi um coração íntegro, esperançoso e pronto para amar, agora é apenas frangalhos. O cansaço me dominou e eu desisti de acreditar, pelo menos por enquanto.
Você merece mais, já te disse isso tantas vezes... Merece alguém que ame por completo, que não tenha somente migalhas pra te oferecer. Alguém com coragem de enfrentar o mundo por você e eu, meu amor, sou covarde. Sim, covarde. Falta em mim a coragem pra amar de peito aberto e sentir intensamente. Eu só conheço o medo de que alguém entre na minha vida e roube mais um dos poucos pedaços que restaram do meu coração.
Desculpa, mas eu tenho que partir. Sei que se ficar mais um segundo nos seus braços, seu calor pode me dar coragem pra desistir de ir.
Deixe o dia raiar e, quem sabe, ele raie pra gente se inventar de novo?

E agora, José?

Devo partir ou devo ficar?
Devo lutar ou devo fugir?
Devo amar ou devo esquecer?
E agora, José?
 E agora?