Enquanto ela observava as crianças brincando perto
de casa, sua mente voava pra longe, pra sua própria infância. Ah, como ela
sentia falta das brincadeiras, da inocência, da energia, alegria e do brilho
único que só a infância tem!
Sentia falta da simplicidade com que era possível
criar um mundo novo com apenas alguns gravetos e imaginação. Mas, acima de
tudo, sentia falta do modo como o “adeus” pra ela era um simples cartão de
embarque pra um mundo onde adultos também podiam brincar sem culpa, sem trabalho
e responsabilidades. E ela sabia que um dia poderia ir brincar com eles naquele
mundo onde as brincadeiras nunca teriam fim, os dias seriam sempre ensolarados
e as noites sempre estreladas.
Ela voltou à realidade. As lágrimas escorriam pelo
seu rosto e ela sorriu. Sabia que aquela saudade nada mais era do que a prova
de que ela, finalmente e inevitavelmente, crescera.
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