terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Growing up



Enquanto ela observava as crianças brincando perto de casa, sua mente voava pra longe, pra sua própria infância. Ah, como ela sentia falta das brincadeiras, da inocência, da energia, alegria e do brilho único que só a infância tem!
Sentia falta da simplicidade com que era possível criar um mundo novo com apenas alguns gravetos e imaginação. Mas, acima de tudo, sentia falta do modo como o “adeus” pra ela era um simples cartão de embarque pra um mundo onde adultos também podiam brincar sem culpa, sem trabalho e responsabilidades. E ela sabia que um dia poderia ir brincar com eles naquele mundo onde as brincadeiras nunca teriam fim, os dias seriam sempre ensolarados e as noites sempre estreladas.
Ela voltou à realidade. As lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela sorriu. Sabia que aquela saudade nada mais era do que a prova de que ela, finalmente e inevitavelmente, crescera.

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