Vodka,
Tão forte
por natureza,
Foi a
primeira de todas.
Embalou
minhas festas,
E me mostrou
como o mundo ficava mais alegre
Quando eu
me embriagava dela.
Vodka me
ensinou o que é ressaca.
Foi ela
que me derrubou tantas vezes,
Atingiu
meu estômago como um soco nas manhãs seguintes,
Me vez me
odiar por beber,
E me
aprisionou em seus 30% de álcool.
Mas mesmo
assim, eu amava a Vodka.
Parar de
bebe-la foi um dos hábitos mais difíceis de largar
E uma das
decisões mais sábias que já tomei.
Tequila,
Sempre tão
incrivelmente bela e cativante,
Foi a
melhor bebida que provei.
Tequila
aquecia meu peito vazio e frio,
Me fazia me
sentir em paz a cada golada,
Me
proporcionou momentos que jamais esqueci.
Mas eu
ainda não tinha aprendido a beber.
Imatura como
eu era,
Machuquei
Tequila das formas mais dolorosas possíveis
E ela se
foi.
Nunca mais
a bebi.
Sinto
falta de Tequila até hoje
E é a
abstinência com a qual ainda não sei lidar.
Hoje,
Tequila aquece outro coração.
Corote,
Exrtemamente
doce e de baixo custo
Se mostrou
uma bebida pefeita para as festas,
Os
encontros com os amigos,
E até
mesmo para rolês casuais.
Porém, por
ser uma bebida tão acessível,
Corote se
encantou com outras consumidoras
E foi
saciar outras vontades.
Quando
notei, já tinha acabado.
Cerveja,
Nem doce,
nem amarga,
Foi a que
melhor se encaixou no meu cotidiano.
Eu podia
beber uma lata por dia
Que mal
não fazia.
Cerveja
foi perfeita para os dias de sol
E de chuva
também.
Refrescava
e saciava.
Mas
comecei a beber mais a cada dia
“Uma lata
apenas? Por que não duas?”
E Cerveja,
por mais suave que fosse no início,
Começou a
pesar.
Meu
estômago já não a aceitava mais da mesma forma,
Beber já
não era mais um ato de prazer,
Era uma
obrigação.
Foi então
que eu percebi
Que por
mais que eu amasse Cerveja,
Já não
saciava mais.
Tornou-se
apenas mais um hábito.
Parei de beber
e decidi então
Que a
abstinência,
Por mais
difícil que seja,
É a minha
melhor opção.