quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A personificação dos meus desamores


Vodka,
Tão forte por natureza,
Foi a primeira de todas.
Embalou minhas festas,
E me mostrou como o mundo ficava mais alegre
Quando eu me embriagava dela.
Vodka me ensinou o que é ressaca.
Foi ela que me derrubou tantas vezes,
Atingiu meu estômago como um soco nas manhãs seguintes,
Me vez me odiar por beber,
E me aprisionou em seus 30% de álcool.
Mas mesmo assim, eu amava a Vodka.
Parar de bebe-la foi um dos hábitos mais difíceis de largar
E uma das decisões mais sábias que já tomei.

Tequila,
Sempre tão incrivelmente bela e cativante,
Foi a melhor bebida que provei.
Tequila aquecia meu peito vazio e frio,
Me fazia me sentir em paz a cada golada,
Me proporcionou momentos que jamais esqueci.
Mas eu ainda não tinha aprendido a beber.
Imatura como eu era,
Machuquei Tequila das formas mais dolorosas possíveis
E ela se foi.
Nunca mais a bebi.
Sinto falta de Tequila até hoje
E é a abstinência com a qual ainda não sei lidar.
Hoje, Tequila aquece outro coração.


Corote,
Exrtemamente doce e de baixo custo
Se mostrou uma bebida pefeita para as festas,
Os encontros com os amigos,
E até mesmo para rolês casuais.
Porém, por ser uma bebida tão acessível,
Corote se encantou com outras consumidoras
E foi saciar outras vontades.
Quando notei, já tinha acabado.

Cerveja,
Nem doce, nem amarga,
Foi a que melhor se encaixou no meu cotidiano.
Eu podia beber uma lata por dia
Que mal não fazia.
Cerveja foi perfeita para os dias de sol
E de chuva também.
Refrescava e saciava.
Mas comecei a beber mais a cada dia
“Uma lata apenas? Por que não duas?”
E Cerveja, por mais suave que fosse no início,
Começou a pesar.
Meu estômago já não a aceitava mais da mesma forma,
Beber já não era mais um ato de prazer,
Era uma obrigação.
Foi então que eu percebi
Que por mais que eu amasse Cerveja,
Já não saciava mais.
Tornou-se apenas mais um hábito.
Parei de beber e decidi então
Que a abstinência,
Por mais difícil que seja,
É a minha melhor opção.








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