"Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mau de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca
Eu peço paz"
- Dalva de Oliveira
segunda-feira, 12 de março de 2018
domingo, 4 de março de 2018
Mais uma vez
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança"
- Renato Russo
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
A personificação dos meus desamores
Vodka,
Tão forte
por natureza,
Foi a
primeira de todas.
Embalou
minhas festas,
E me mostrou
como o mundo ficava mais alegre
Quando eu
me embriagava dela.
Vodka me
ensinou o que é ressaca.
Foi ela
que me derrubou tantas vezes,
Atingiu
meu estômago como um soco nas manhãs seguintes,
Me vez me
odiar por beber,
E me
aprisionou em seus 30% de álcool.
Mas mesmo
assim, eu amava a Vodka.
Parar de
bebe-la foi um dos hábitos mais difíceis de largar
E uma das
decisões mais sábias que já tomei.
Tequila,
Sempre tão
incrivelmente bela e cativante,
Foi a
melhor bebida que provei.
Tequila
aquecia meu peito vazio e frio,
Me fazia me
sentir em paz a cada golada,
Me
proporcionou momentos que jamais esqueci.
Mas eu
ainda não tinha aprendido a beber.
Imatura como
eu era,
Machuquei
Tequila das formas mais dolorosas possíveis
E ela se
foi.
Nunca mais
a bebi.
Sinto
falta de Tequila até hoje
E é a
abstinência com a qual ainda não sei lidar.
Hoje,
Tequila aquece outro coração.
Corote,
Exrtemamente
doce e de baixo custo
Se mostrou
uma bebida pefeita para as festas,
Os
encontros com os amigos,
E até
mesmo para rolês casuais.
Porém, por
ser uma bebida tão acessível,
Corote se
encantou com outras consumidoras
E foi
saciar outras vontades.
Quando
notei, já tinha acabado.
Cerveja,
Nem doce,
nem amarga,
Foi a que
melhor se encaixou no meu cotidiano.
Eu podia
beber uma lata por dia
Que mal
não fazia.
Cerveja
foi perfeita para os dias de sol
E de chuva
também.
Refrescava
e saciava.
Mas
comecei a beber mais a cada dia
“Uma lata
apenas? Por que não duas?”
E Cerveja,
por mais suave que fosse no início,
Começou a
pesar.
Meu
estômago já não a aceitava mais da mesma forma,
Beber já
não era mais um ato de prazer,
Era uma
obrigação.
Foi então
que eu percebi
Que por
mais que eu amasse Cerveja,
Já não
saciava mais.
Tornou-se
apenas mais um hábito.
Parei de beber
e decidi então
Que a
abstinência,
Por mais
difícil que seja,
É a minha
melhor opção.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Nós somos a força
Querida,
Nós somos mulheres
Significa que
A força que nos encontra
Não o contrário
É ela que te encontra
Depois de uma noite de choro
Por conta daquele exame médico que te preencheu de pavor
É ela que te abraça
Quando você está exausta
De tanto se doar
Ela que te levanta
Quando você só quer ficar na cama e esquecer da dor
E é ela que te tira pra dançar
Quando você é a definição de solidão
Te rodopia, gira
E te faz sorrir quando vê seu rosto refletido no espelho.
Querida,
Nós somos mulheres
Temos a força tatuada na alma
Ela corre por nossas veias
E preenche nossos pulmões.
Querida,
Nós somos a força.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Eu sou a Maré Viva
A casa cheia, o coração vazio
Escorre do meu rosto, um lamento arredio
O veneno acabou, a festa esvaziou
O tempo da inocência terminou
Os amigos que eu fiz, e quem jamais voltou
Feridas que eu abri, e que jamais fechou
Para passar a luz, que vence a escuridão
Pra eu tentar aquecer meu coração
Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer
E às vezes me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova, que atravessa o ar
Eu sou a maré viva, se entrar, vai se afogar
Eu grito pro universo, o meu nome e o seu
Ele vai me escutar
Eu mandei um sinal rumo ao firmamento
Eu forneci a prova cabal desse meu desalento
A sonda vai voar
Até não dar mais pra ver
Levando o que há de bom em mim
Levando pra você
E os que não estão mais aqui
Todos os que se foram
Eles vão me encontrar
Em outra dimensão
Onde não existe dor
Não se declara guerra
Quando estamos em paz
Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer
E às vezes me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova, que atravessa o ar
Eu sou a maré viva, se entrar, vai se afogar
Eu grito pro universo, o meu nome e o seu
Ele vai me escutar
- Fresno
Escorre do meu rosto, um lamento arredio
O veneno acabou, a festa esvaziou
O tempo da inocência terminou
Os amigos que eu fiz, e quem jamais voltou
Feridas que eu abri, e que jamais fechou
Para passar a luz, que vence a escuridão
Pra eu tentar aquecer meu coração
Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer
E às vezes me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova, que atravessa o ar
Eu sou a maré viva, se entrar, vai se afogar
Eu grito pro universo, o meu nome e o seu
Ele vai me escutar
Eu mandei um sinal rumo ao firmamento
Eu forneci a prova cabal desse meu desalento
A sonda vai voar
Até não dar mais pra ver
Levando o que há de bom em mim
Levando pra você
E os que não estão mais aqui
Todos os que se foram
Eles vão me encontrar
Em outra dimensão
Onde não existe dor
Não se declara guerra
Quando estamos em paz
Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer
E às vezes me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova, que atravessa o ar
Eu sou a maré viva, se entrar, vai se afogar
Eu grito pro universo, o meu nome e o seu
Ele vai me escutar
- Fresno
Carta não enviada 2
Mais uma noite que chega
E me mostra com clareza a resposta
A pergunta sempre foi muito profunda
Não ouso transcrever aqui
Está tudo escrito em mais uma carta não enviada
As páginas estão marcadas com a tinta de palavras mudas
Não posso dizê-las
Não me couberam no peito
Necessitei escrever
Porque finalmente entendi
O que significa você.
Vejo queimar as páginas já borradas,
Mais frutos do Não Dito
São apenas cinzas agora
O fogo as consome
E o vento as leva pra longe.
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