terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

:)



"E em meio ao caos ela encontrou a paz que há tanto tempo almejava.
- Eu fiz o que pude, Senhor. Tudo o que estava ao meu alcance. Obrigada por me sustentar durante a batalha.
Fechou seus olhos e sorriu. Ela sabia que agora estava livre para continuar a crescer. Finalmente."

Growing up



Enquanto ela observava as crianças brincando perto de casa, sua mente voava pra longe, pra sua própria infância. Ah, como ela sentia falta das brincadeiras, da inocência, da energia, alegria e do brilho único que só a infância tem!
Sentia falta da simplicidade com que era possível criar um mundo novo com apenas alguns gravetos e imaginação. Mas, acima de tudo, sentia falta do modo como o “adeus” pra ela era um simples cartão de embarque pra um mundo onde adultos também podiam brincar sem culpa, sem trabalho e responsabilidades. E ela sabia que um dia poderia ir brincar com eles naquele mundo onde as brincadeiras nunca teriam fim, os dias seriam sempre ensolarados e as noites sempre estreladas.
Ela voltou à realidade. As lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela sorriu. Sabia que aquela saudade nada mais era do que a prova de que ela, finalmente e inevitavelmente, crescera.

Um milagre, talvez?



Até que em um momento as minhas forças acabaram. Não consegui mais nadar. Como um último grito de socorro, aquela música veio “E se eu precisasse que o mar se abrisse?” E se Deus estender a mão, mas eu não conseguir alcançá-la e precisar que Ele abra o mar? E se eu estiver precisando de um milagre?

Tente outra vez



- Senhor, o que devo fazer quando o coração estiver quebrado e a confiança em pedaços? Quando as lembranças transbordam e a raiva começa a escorrer pelas beiradas? Quando a tristeza e a mágoa predominam sobre a vontade de perdoar?
Ela estava em mais um daqueles momentos de conversa profunda com Deus. Seus olhos deixavam escapar as lágrimas que não podiam mais ser contidas e seu peito ardia como se estivesse em brasas. Sua alma estava composta por dúvidas e dores com as quais ela não queria mais conviver.
- Filha, olhe para o fundo do seu coração e se permita sentir o meu toque. Eu conheço sua dor, sua raiva e suas fraquezas. Sei das lembranças que te atormentam e a impedem de dormir a noite. O passado tem te atormentado e alimentado sua raiva. A cada dia que passa, a raiva consome sua paz.
“Eu sei o quanto dói, pois eu sinto a sua dor. Entregue-a a mim, permita-me libertá-la dessa fúria que quer dominar seu coração. Sou Teu Deus, Aquele que ressuscitou e hoje vive contigo e anda com você. A cada erro teu, perdoei. A cada falha tua, reinei. Agora, te digo: perdoe.”
“Quando tua alma queimar de raiva, perdoe. E quando pensar que não conseguirá de novo, te darei forças para perdoar novamente. Tente outra vez, filha. Setenta vezes sete. Tente outra vez.”

Tempestades



Tempestades bagunçam tudo, deixam a gente do avesso e passam. Graças a Deus, elas sempre passam.
Aí você se acalma e olha em volta. Tudo fora do lugar. Algumas coisas completamente destruídas, outras intactas e lembra que aquela cômoda velha só servia pra você bater o dedinho todo dia, logo pela manhã; que aquele porta-retratos já estava gasto e saturado de tanto você olhar pra ele.
Então começa a faxina. Reorganizar tudo, mudar o sofá de lugar, arrastar o guarda roupa e perceber que talvez seu quarto ficasse ótimo com um quadro novo.
No fim das contas, você percebe que tempestades é um sinal da vida, te dizendo “Vai lá, garota! Vá viver coisas novas”.

Escolha



Você jamais estará disposta a ser assustadoramente feliz sem estar disposta a sofrer assustadoramente.
A escolha sempre foi e sempre será sua.