Ela é rara.
Em um mundo repleto de pessoas, ela é única.
Muitos a conhecem e reconhecem sua raridade. Sabem que ela é diferente, importante. Dizem até que aqueles que não sabem valorizá-la são idiotas.
Mas esses muitos também tem medo. Por saberem o quão preciosa ela é, tem medo de quebrá-la, machucá-la. Medo de perdê-la e lhe causar dor. E esses tantos medos os mantem longe dela.
Ela sabe que é rara. Mas a raridade tem seu preço e ela paga por ele, todos os dias. Ser raro é difícil, você se sente só. É difícil encontrar alguém como você, é quase impossível. Por isso, ela tentou diversas vezes ser comum, ser como os outros, fazer as coisas que as pessoas mais fazem, mas não adiantou. O vazio não foi embora. Ele nunca vai.
Ela sabe que não nasceu pra ser como os outros. O melhor caminho então foi aceitar a condição de existência em que nasceu. O mais difícil é aprender a viver só, com ela mesma.
Ela tem muitos amigos, os melhores, mas ainda sim a solidão persiste e insiste em dizer que essa é sua vida, seu destino.
Às vezes, ela se pergunta se não existe alguém no mundo que a entenda, alguém que não tenha medo de machucá-la e que se aproxime, que seja pra ela a luz na escuridão, o amigo em meio a solidão.
Ela é rara e espera por alguém que também seja.
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