quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Matutando

Agora que eu sabia da existência de mais uma das minhas fraquezas, as coisas iam mudar. Eu sabia. 

Como ficar longe da alguém que te faz tão bem e ao mesmo tempo te atrai tanto? Meu coração ficava em um vai e vem constante, um apaixona-desapaixona viciante. 

Parte de mim queria cuidar, proteger e ser o mais gentil possível. Já o resto, queria tomar posse, ter nos braços, o corpo a corpo, o hálito quente percorrendo toda a extensão do pescoço, os lábios e olhos que me hipnotizavam como se fossem a única coisa prazerosa no mundo. 

Para o seu bem eu fui prudente. Para o meu mal eu vivo matutando.

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