O lugar está vazio.
O silêncio predomina e apenas o som da sua
respiração o quebra.
É forte. Pesada.
Os pulmões exalam os odores já sentidos e no peito
pulsa a dor de amores já vividos.
Seu olhar viaja no tempo, repassando todas as
palavras e gestos registrados minunciosamente.
É mais um daqueles dias em que você se pergunta
porque tem que ser sempre assim, sempre esse furacão que te faz voar tão alto e
que no momento seguinte te leva ao chão.
Você respira fundo, fecha os olhos e tenta conter
essas lágrimas que, com o tempo, ganharam vida.
“Viver é perigoso”, seus lábios sussurram.
Tantas palavras atiradas ao vento,
Tantas noites em claro, sonhando acordada e se
perguntando:
“Por onde você anda?”
A Lua e o Sol são testemunhas de quantas vezes você
dormiu pensando e acordou procurando por alguém que não está mais aqui.
As horas correm, mas os dias não passam.
O tempo mudou de forma e os dias de cor.
Sente que seu coração estagnou em um tempo vivido e
que não volta.
Nunca volta.
Nem ele,
Nem você.
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