Você era minha paz, meu consolo e gratidão.
Era meu amor, tinha minha lealdade e coração.
Agora, a raiva se reergue, envenenando o que ainda restou e há dias em que isso resume o que sou.
Os olhos marejados traduzem o cansaço que a alma carrega de viver esse jogo sem fim de matar tudo o que sobreviveu de uma noite qualquer.
A ferida já estancada ainda arde e incomoda. Desperta no peito a vontade de gritar aos quatro ventos em uma última tentativa de encontrar o alívio que só encontrei longe de ti.
Mas a saudade esmaga, se faz presente e cutuca a ferida até ser notada. Não há o que fazer.
Às vezes, a dor precisa ser sentida, vivida, escorrer pelo rosto como fogo vivo até se apagar.
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